As inscrições para o 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero já estão abertas. As/os interessadas/os podem acessar o site http://www.cnpq.br/premios/2009/ig/graduacao.html para ler todas as informações e o regulamento do concurso.
O vencedor fatura um prêmio de R$ 5 mil.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Irmãos sem direito a brincadeiras à luz do dia

Autor: João Valadares (Do Jornal do Commercio, Olinda)
Legenda da foto: Albinos, os irmãos Esthefany e Kauan, com a prima Tainá, torcem que chova para poderem brincar fora de casa. Clique para ver imagens em slideshow
Foto de Alexandre Severo/JC Imagem
Nasceram sem cor, numa família de pretos. Três irmãos que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que é branco vira-lata. Os insultos do colégio viraram identidade. A mãe cochicha que são anjinhos. Eles têm raça sim. São filhos de mãe negra. O pai é moreno. Estiraram língua para as estatísticas e, por um defeito genético, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos três nascerem assim na mesma família era de uma em um milhão. Nasceram. Dos cinco irmãos, apenas a mais nova é filha de outro pai.
Essa é a história do contrário. Os dedos cruzados são sempre para chover. É o convite para o banho de mar na Praia Del Chifre, em Olinda. Rezam para espantar o domingo de sol. Só assim, com o céu pintado de preto, são crianças. Kauan, 5 anos, Ruth Caroline, 10, e Esthefany Caroline, 8, têm a liberdade controlada pelo fator do protetor solar. Não é só isso. São pobres e feridos. Não há dinheiro para parcelar a proteção. O PhotoDerm 100 é o maior sonho dos “galeguinhos” da V-9, favela de Olinda. Custa R$ 96 e só dura três semanas. O jeito é se esconder em casa mesmo. Televisão grudada no rosto. Vez por outra, Kauan, num estouro de criança, desafia o maior inimigo. Fecha os olhos e corre feito louco no meio da rua. Grita para o sol e escuta outro grito maior lá de dentro. É a mãe, Rosemere Fernandes de Andrade, 27, tentando evitar mais uma noite de ardor e ventilador ligado no máximo.
Sem protetor, ir para a escola, distante 200 metros de casa, é um martírio. A menina mais velha se veste de menino. “Tem que colocar camisão. Não ligo. Tenho orgulho de ser assim.” Os dias de vaidade são também os dias de ferida. O sol não quer saber da teimosia. Queima onde não tem pano. Moraram um tempo no meio da rua, na Avenida Presidente Kennedy. Era bem pior. “Hoje, as feridas diminuíram muito. Ainda aparecem. Tenho medo do câncer de pele porque não tenho dinheiro para o protetor. Há dois meses, eles não usam. Ficam em casa. É tudo para comida. Entreguei a mais nova ao pai porque não tinha como comprar leite. Passamos um tempo na rua e, de manhã, era sol na cara e feridas enormes”, conta Rosemere.
Foto de Alexandre Severo/JC Imagem
Nasceram sem cor, numa família de pretos. Três irmãos que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que é branco vira-lata. Os insultos do colégio viraram identidade. A mãe cochicha que são anjinhos. Eles têm raça sim. São filhos de mãe negra. O pai é moreno. Estiraram língua para as estatísticas e, por um defeito genético, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos três nascerem assim na mesma família era de uma em um milhão. Nasceram. Dos cinco irmãos, apenas a mais nova é filha de outro pai.
Essa é a história do contrário. Os dedos cruzados são sempre para chover. É o convite para o banho de mar na Praia Del Chifre, em Olinda. Rezam para espantar o domingo de sol. Só assim, com o céu pintado de preto, são crianças. Kauan, 5 anos, Ruth Caroline, 10, e Esthefany Caroline, 8, têm a liberdade controlada pelo fator do protetor solar. Não é só isso. São pobres e feridos. Não há dinheiro para parcelar a proteção. O PhotoDerm 100 é o maior sonho dos “galeguinhos” da V-9, favela de Olinda. Custa R$ 96 e só dura três semanas. O jeito é se esconder em casa mesmo. Televisão grudada no rosto. Vez por outra, Kauan, num estouro de criança, desafia o maior inimigo. Fecha os olhos e corre feito louco no meio da rua. Grita para o sol e escuta outro grito maior lá de dentro. É a mãe, Rosemere Fernandes de Andrade, 27, tentando evitar mais uma noite de ardor e ventilador ligado no máximo.
Sem protetor, ir para a escola, distante 200 metros de casa, é um martírio. A menina mais velha se veste de menino. “Tem que colocar camisão. Não ligo. Tenho orgulho de ser assim.” Os dias de vaidade são também os dias de ferida. O sol não quer saber da teimosia. Queima onde não tem pano. Moraram um tempo no meio da rua, na Avenida Presidente Kennedy. Era bem pior. “Hoje, as feridas diminuíram muito. Ainda aparecem. Tenho medo do câncer de pele porque não tenho dinheiro para o protetor. Há dois meses, eles não usam. Ficam em casa. É tudo para comida. Entreguei a mais nova ao pai porque não tinha como comprar leite. Passamos um tempo na rua e, de manhã, era sol na cara e feridas enormes”, conta Rosemere.
Leia a reportagem completa no site do Jornal do Commercio http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2009/08/29/irmaos-sem-direito-a-brincadeiras-a-luz-do-dia-198084.php
Clique no endereço http://www2.uol.com.br/JC/soundslide/flordapele/ e veja mais fotos das crianças.
Os moradores de Olinda, sensibilizados com a história tentam ajudar. E nós, como encaramos aqueles que são diferentes?
Clique no endereço http://www2.uol.com.br/JC/soundslide/flordapele/ e veja mais fotos das crianças.
Os moradores de Olinda, sensibilizados com a história tentam ajudar. E nós, como encaramos aqueles que são diferentes?
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
UNITINS - QUE OFERECIA GRADUAÇÃO A DISTANCIA - É DESCREDENCIADA PELO MEC
Depois da notícia do descredenciamento da UNITINS pelo MEC, conforme Portaria publicada no Diário Oficial da União de 19 de agosto, a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) emitiu nota pública cobrando do Ministério da Educação o compromisso permanente com seu papel no âmbito do ensino superior.
O descredenciamento da UNITINS seria uma exceção. No início do ano a universidade assinou um Termo de Ajustamento de Conduta e recebeu um prazo do MEC para se adaptar às exigências. Como isso não aconteceu, a instituição está agora impedida de oferecer cursos de graduação à distância.
Segundo a ABEPSS, "os arautos da precarização e da desqualificação (do ensino superior) sofreram uma derrota", mas em geral o MEC "tem incentivado um amplo processo de mercantilização do ensino superior, o qual vimos denunciando vigorosamente".
A ABEPSS convida estudantes e professores da UNITINS a lutar "contra a Precarização do Trabalho e da Formação Profissional", mas avisa que não defenderá "uma instituição pública que se prestava ao papel de intermediadora de interesses privados, do lucro fácil e rápido, oferecendo o acesso à formação como farsa e tragédia".
CFESS ENVIA OFÍCIO AOS CRESS
O CFESS, que historicamente luta em defesa do ensino público, gratuito, laico e de qualidade, e se posiciona contra a graduação à distância, emitiu ofício aos CRESS informando que sua assessoria jurídica está analisando a questão que envolve a Portaria do MEC e o descredenciamento da UNITINS, e em breve orientará sobre o processo de registro de profissionais.
O CFESS ainda chamou a atenção para a incoerência do MEC, que na mesma Portaria em que impede a UNITINS de oferecer cursos de graduação à distância, reconhece os cursos realizados nessa modalidade "exclusivamente para expedição e registro de diplomas".
Veja a Portaria do MEC
Veja a Nota Pública da ABEPSS
O descredenciamento da UNITINS seria uma exceção. No início do ano a universidade assinou um Termo de Ajustamento de Conduta e recebeu um prazo do MEC para se adaptar às exigências. Como isso não aconteceu, a instituição está agora impedida de oferecer cursos de graduação à distância.
Segundo a ABEPSS, "os arautos da precarização e da desqualificação (do ensino superior) sofreram uma derrota", mas em geral o MEC "tem incentivado um amplo processo de mercantilização do ensino superior, o qual vimos denunciando vigorosamente".
A ABEPSS convida estudantes e professores da UNITINS a lutar "contra a Precarização do Trabalho e da Formação Profissional", mas avisa que não defenderá "uma instituição pública que se prestava ao papel de intermediadora de interesses privados, do lucro fácil e rápido, oferecendo o acesso à formação como farsa e tragédia".
CFESS ENVIA OFÍCIO AOS CRESS
O CFESS, que historicamente luta em defesa do ensino público, gratuito, laico e de qualidade, e se posiciona contra a graduação à distância, emitiu ofício aos CRESS informando que sua assessoria jurídica está analisando a questão que envolve a Portaria do MEC e o descredenciamento da UNITINS, e em breve orientará sobre o processo de registro de profissionais.
O CFESS ainda chamou a atenção para a incoerência do MEC, que na mesma Portaria em que impede a UNITINS de oferecer cursos de graduação à distância, reconhece os cursos realizados nessa modalidade "exclusivamente para expedição e registro de diplomas".
Veja a Portaria do MEC
Veja a Nota Pública da ABEPSS
XX SEMANA JURÍDICA DA UNESP "DIREITO E BIOÉTICA"
De 21 a 25 de setembro de 2009 será realizada no Salão Nobre do campus antigo da UNESP/Franca a XX Semana Jurídica com o tema "Direito e bioética - uma abordagem contemporânea e necessária".
Há inscrição para trabalhos científicos. Estes devem ser enviados até o dia 04 de setembro para o email sj.trabalhocientifico@gmail.com
Mais informações no site www.franca.unesp.br/semanajuridica
Há inscrição para trabalhos científicos. Estes devem ser enviados até o dia 04 de setembro para o email sj.trabalhocientifico@gmail.com
Mais informações no site www.franca.unesp.br/semanajuridica
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Equipe de Supervisão Acadêmica elabora atividades do 2º semestre

No dia 6 de agosto de 2009, a equipe de Supervisão Acadêmica do curso de Serviço Social do UNIFEB, composta pelas professoras Drª Maria Cristina Piana, Drª Maria José de O. Lima, Ms. Luzilene de A. Martiniano e Ms. Diolinda J. N.de Aquino (foto acima), se reuniu para elaborar as atividades do segundo semestre. Estão previstas reuniões, atendimentos as(aos) supervisoras(es) e alunas(os) estagiárias(os), orientações, reelaboração e integração dos planos de aula (2º ao 4º ano), além da realização da I Oficina de Estágio em Serviço Social da Microrregião de Franca que será sediada pelo UNIFEB - Curso de Serviço Social - no dia 2 de setembro de 2009.
Novo Enem promete mudar as diretrizes de ensino no país
O Exame Nacional do Ensino Médio foi reformulado e passou a ser aceito como um dos principais instrumentos de seleção para as universidades federais. A aposta é que o Novo Enem sinalize para uma renovação do ensino secundário, ao mesmo tempo em que propõe uma abordagem mais interdisciplinar, calcada no raciocínio, na busca de soluções e na realidade.
Isso significa, na percepção de alguns educadores, que a metodologia apresentada pelo novo exame permitirá avaliar melhor o desempenho do aluno. Assim, ao invés de medir a quantidade de informações que o estudante consegue decorar, a avaliação privilegia sua capacidade de raciocínio e habilidades para a resolução de problemas.
Na visão de Mariza Galbez, coordenadora do curso Preparatório para o Enem, da Microlins, a intenção do MEC é impulsionar uma alteração na grade do ensino médio, de modo que todas as disciplinas estejam interligadas e a teoria mais vinculada à prática. “Para o aluno esse tipo de avaliação dá mais oportunidade, pois ele pode valer-se de sua capacidade de raciocínio para resolver questões que anteriormente exigiriam um vasto conteúdo decorado”, explica.
Outro aspecto positivo salientado pela coordenadora é o fato de a nota do Novo Enem ser considerada pela maioria das universidades federais, seja substituindo total ou parcialmente o vestibular, seja utilizando-a como um percentual na composição da nota final. O exame substituirá, ainda, a prova do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), que avalia as competências básicas daqueles que não tiveram oportunidade de acesso à escolaridade regular na idade apropriada.
Para Galbez, a tendência é que o Enem, cada vez mais, substitua os processos de seleção tradicionais. “Muito do conteúdo decorado para o vestibular não será de utilidade na profissão escolhida ou, mesmo que seja relacionado, o aluno tem dificuldade de utilizá-lo na prática. Essa visão de aprendizagem que o Novo Enem sugere está mais próxima da realidade e é também mais democrática”, analisa.
O Novo Exame Nacional do Ensino Médio será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro em 1.619 municípios brasileiros. A avaliação é concebida a partir das orientações curriculares previstas para o ensino médio, que estão estruturadas em quatro áreas: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Dessa forma, o exame será constituído por 45 questões de múltipla escolha de cada área, totalizando 180 questões, além de uma proposta de redação.
Fonte: Fonte Assessoria de Imprensa
Isso significa, na percepção de alguns educadores, que a metodologia apresentada pelo novo exame permitirá avaliar melhor o desempenho do aluno. Assim, ao invés de medir a quantidade de informações que o estudante consegue decorar, a avaliação privilegia sua capacidade de raciocínio e habilidades para a resolução de problemas.
Na visão de Mariza Galbez, coordenadora do curso Preparatório para o Enem, da Microlins, a intenção do MEC é impulsionar uma alteração na grade do ensino médio, de modo que todas as disciplinas estejam interligadas e a teoria mais vinculada à prática. “Para o aluno esse tipo de avaliação dá mais oportunidade, pois ele pode valer-se de sua capacidade de raciocínio para resolver questões que anteriormente exigiriam um vasto conteúdo decorado”, explica.
Outro aspecto positivo salientado pela coordenadora é o fato de a nota do Novo Enem ser considerada pela maioria das universidades federais, seja substituindo total ou parcialmente o vestibular, seja utilizando-a como um percentual na composição da nota final. O exame substituirá, ainda, a prova do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), que avalia as competências básicas daqueles que não tiveram oportunidade de acesso à escolaridade regular na idade apropriada.
Para Galbez, a tendência é que o Enem, cada vez mais, substitua os processos de seleção tradicionais. “Muito do conteúdo decorado para o vestibular não será de utilidade na profissão escolhida ou, mesmo que seja relacionado, o aluno tem dificuldade de utilizá-lo na prática. Essa visão de aprendizagem que o Novo Enem sugere está mais próxima da realidade e é também mais democrática”, analisa.
O Novo Exame Nacional do Ensino Médio será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro em 1.619 municípios brasileiros. A avaliação é concebida a partir das orientações curriculares previstas para o ensino médio, que estão estruturadas em quatro áreas: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Dessa forma, o exame será constituído por 45 questões de múltipla escolha de cada área, totalizando 180 questões, além de uma proposta de redação.
Fonte: Fonte Assessoria de Imprensa
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